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l Neste processo estão incluídos cerca de 7 anos de prática na consulta com afluências variáveis próprias de quem divide o tempo por duas actividades. Este procedimento tem criado para mim a possibilidade de ir compreendendo mais claramente a simplicidade da vida na complexidade de um horóscopo pessoal. E, claro deve ficar, tudo se tem processado de acordo com o meu grau pessoal de percepção das leis do Universo. Como Dane Rudhyar disse e escreveu: "Nenhum astrólogo - e também nenhum psicanalista - pode interpretar uma vida e um destino a um nível superior àquele em que ele próprio funciona".
l Ao ler o seu artigo sobre Trânsitos Astrológicos despertou-se-me a curiosidade e vontade de expressar o que tenho experimentado nessa matéria.
l E, lá vem a frase por todos nós já muito conhecida - "De acordo com a minha experiência pessoal" - tenho de facto constatado a sincronia das configurações planetárias com os eventos na vida das pessoas. Mas, antes de mais, convém não perder de vista que os Tempos mudaram e com eles a consciência da Humanidade. A capacidade de escolha e livre arbítrio da maioria dos seres humanos, por exemplo, na Idade Média e tanto quanto se conhece, não era por certo muito alargada. Em breves palavras, posso acrescentar que essas pessoas movimentavam-se em torno de pequenos núcleos constituídos pela família e pouco mais, e que por sua vez eram elas próprias, pessoas, pertenças do "senhor das terras" onde habitavam. Para além disso, não se conheciam ainda os arquétipos simbolizados pelos planetas exteriores que nos vieram progressivamente "convidar ao desenraizamento" de modelos cristalizados no tempo e cuja função já não era criativa.
l Porque é tudo uma questão de estrutura que se articula através de ciclos. Assim, a leitura de um horóscopo não era uma realidade nesses tempos em termos como hoje a conhecemos, já para não falar de que a Astrologia não era para todos. Na minha compreensão dos factos, considero que o determinismo da vida pesava mais sobre a cabeça desses nossos antepassados, na medida em que o seu campo de acção e escolha era mais limitado a um universo de realidades também muito reduzido.
l Nos tempos que vão decorrendo, essa noção de determinismo alterou-se. No presente estágio da humanidade trava-se a renhida luta, a um nível mais consciente, entre o que considero serem os nossos condicionamentos herdados das "personalidades anteriores", vidas passadas, e o exercício do desenvolvimento da Força de Vontade, motor básico para que possamos modificar o que se apresentou como determinante. É claro que não se trata de um percurso inteiramente pacífico. Por vezes, vemo-nos confrontados com fortes realidades exteriores, e é com muita dificuldade que as procuramos enquadrar nas nossas construções mentais. Nesta perspectiva de vida e por minha parte, nunca vi falhar os enquadramentos planetários por trânsito. O que já notei em algumas pessoas, isso sim, foi uma resposta menos determinista perante os chamados aspectos desafiadores, e cuja interpretação pede uma abordagem mais ajustada às possibilidades de que actualmente dispomos.
l E, essas possibilidades a que me refiro, nada mais são do que a interactividade com o meio ambiente e o conhecimento do que se vai passando nos quatro cantos da Terra. É cada vez mais difícil esconder os podres de qualquer tipo de sociedade e que são o simples reflexo das divergências internas da maioria dos seus constituintes. Considero essa interactividade uma ferramenta inestimável para expandirmos o nosso conceito de objectividade, até porque é a própria Onda dos Tempos que a proporciona. Embora o grau de aproveitamento se apresente relativo a cada ser e esteja de acordo com a sua própria consciência no momento actual.
l Assim sendo e como exemplo, presentemente, nem todas as pessoas têm que forçosamente divorciar-se ou romper definitivamente um relacionamento afectivo durante a fase de um trânsito de Urano, Neptuno ou Plutão opondo-se a Vénus natal. Em qualquer destes casos, e levando em conta que o próprio relacionamento se tem apresentado dinâmico e criativo e os intervenientes têm sabido adaptar-se às questões da rotina sem se sentirem acorrentados nas suas liberdades pessoais (Urano).
l Ou, nas suas noções de dar e repartir afectividade há sempre lugar para o altruísmo sem que isso ponha em causa as seguranças interiores em termos do que eles próprios necessitam para amar e se sentirem amados (Neptuno). Ou ainda, o relacionamento que estabeleceram não vive nas cavernas da desconfiança do amor versus ódio onde habitam os jogos de quem é que exerce mais o domínio de um sobre o outro (Plutão). Se nada disto se passar, e este é apenas um pequeníssimo exemplo, é provável que os trânsitos dos planetas exteriores não sejam sentidos por alguns com o impacto que poderão ser sentido por outros. Porém, creio, que apesar de haver pessoas capazes de lidar harmoniosamente com as diferenças de cada dia exigindo delas muita capacidade de adaptação e desprendimento, ainda assim, algo tem por certo de ser revisto e sofrer alguns ajustamentos para subir de nível na sua manifestação.
l Se assim não fosse, que estaríamos nós a fazer aqui neste planeta, qual Mãe Terra que nos acolhe no seu regaço acarinhando-nos para nos encorajar no prosseguimento dos mais ou menos tortuosos percursos que todos temos de trilhar? E, salvaguardando pré-julgamentos ou juízos de valor, também é verdade que há aqueles que perante os "chamamentos" atrás referidos se escondem por detrás da sua "paz" letárgica adormecidos no seu isolamento e escolhendo não viver.
l Ou, provavelmente, a data de nascimento está pura e simplesmente errada e os ritmos cíclicos não acertam com o mapa natal. Eu próprio fui registado com data de cinco dias após o meu nascimento. Mas, se quisermos especular, até daí podemos extrair algum significado. Quando se nasce com Neptuno em oposição a Marte, a Vénus, a Mercúrio, ao Sol e ao Nodo Norte, o mais que se pode "exigir" é que a vida nos proporcione o que harmoniosamente soubermos aproveitar dela. Nem que seja conviver com a incerteza da própria data de nascimento, mesmo que os progenitores nos confessem o percalço e nos garantam a correcção.
l É claro que poderão, e certamente que sim, existir outros factores que possam ocultar indícios gerando este e outro tipo de interrogações em todos os que cada vez mais procuram investir na sua transformação pessoal. Considero que o mapa astrológico de um ser humano terá sempre alguns mistérios por desvendar aos "olhos" da consciência dos nossos dias, por muito bom que se seja na interpretação. Mas, só o facto de a Astrologia estar cada vez mais acessível para os que a procuram como resposta para tomarem directrizes na sua vida, e até para todos os que cada vez mais fazem dela uma ferramenta de trabalho, significa que o nível mental de alguma parte da humanidade está de facto a mudar.
l Portanto, as interpretações para certos conceitos têm por força das circunstâncias de sofrer também alterações e ajustamentos, porque as respostas a esses conceitos também se vão modificando por parte das pessoas, na medida do possível em que cada um lhes tem acesso internamente. Os aspectos astrológicos continuam a ser os mesmos de sempre, sejam desafiadores ou não. Mas, na qualidade de seres humanos e aprendizes de deuses na Terra, não somos os aspectos astrológicos no nosso mapa natal mais ou menos activados por trânsitos planetários ou outras técnicas de interpretação.
l Somos e seremos, isso sim, aquilo que podermos e soubermos ser de acordo com o grau de consciência que vamos adquirindo. Como eu próprio costumo dizer - "Os processos operam, mesmo que tudo se passe à revelia da consciência de cada um". A transformação, como a palavra indica, só tem sentido quando vamos para além (trans) das formas instauradas. Por minha parte e por enquanto, não creio ser propriamente a questão de nada acontecer face aos trânsitos, um problema estranho. Mas, em vez disso, creio poder ser um problema filosófico de referência que mais uma vez põe em causa o modo como encaramos as tradicionais configurações astrológicas e as interpretamos. E, é bem possível, que esta questão não seja tão nova assim. É apenas o número crescente de ocorrências que nos chama a atenção para a metamorfose dos processos que estão a operar e nos indica que quanto mais, de facto, em consciência vivemos os desafios da vida, menos estamos à mercê de um tal destino implacável, como Carl Gustav Jung sempre o referiu.
l Na terminologia junguiana, todos os arquétipos são essencialmente unos e interligam-se em termos sincrónicos. E, de ao que ele chamou de "Probabilidade Significativa", podemos extrair que todas as estruturas são reflexo umas das outras. Penso que, perante tal sincronia, na aparência de um "caos" perfeito com trânsitos planetários ou não, mais ou menos desfasados de algum tipo de expectativa criada em torno de interpretações "seguras", só nos resta viver pacientemente esperando por mais alguma teoria que traga algum tipo de resposta que ampare a insegurança humana.
l Mais uma vez, por minha parte, e tendo por hábito responsabilizar-me pelo que digo, e afinal há um certo número de pessoas que me procura para consultas de Astrologia, o que considero mais importante é o que esperamos de nós próprios enquanto seres capazes de nos responsabilizarmos pelo que pensamos e executamos independentemente dos trânsitos planetários. "A energia segue o pensamento". No livro "Astrologia, Karma e Transformação" de Stephen Arroyo, referindo-se ele ao que o medium Arthur Ford deixou explícito, cita que: "É bem mais fácil tomarmos consciência das nossas deficiências enquanto habitamos no plano físico, e tão mais difícil depois na condição de espírito". A auto-avaliação do grau do estado de consciência parece-me poder velar metáforas "escritas" nas entrelinhas da vida, ficando a pessoa à mercê de expectativas associadas às fórmulas tradicionais da interpretação. A vida é bem mais criativa em surpresas e diversidade para além do que o comum ser humano pode esperar.
l Como um velho amigo meu e excelente astrólogo, o José Luís Nascimento dos Santos gosta de citar, também eu tomo para mim duas frases, de entre muitas outras, que dele tenho ouvido e que transbordam em significado:
Narciso Saramago, 2003
"A propósito das grandes (e raras) configurações no céu" “Existirá o Universo para servir a humanidade? Este artigo está também publicado em www.jornal-astrologia.com
l É possivel que muitas pessoas desejassem ser “tocadas” por alguma forte e marcante “Manifestação Divina”. Quanto mais espectacular se apresentasse, maior impacto teria no sentido de poder desfazer alguma dúvida sobre a veracidade da ocorrência. Ao envolver a pessoa, o acontecimento seria como que um incentivo para uma grande mudança, embora pudesse não se saber bem como e de que modo iria ser logo de início. Seria, também, um sinal exterior suficientemente forte, que agitasse a consciência de quem o recebeu, de modo a indicar-lhe o futuro e correcto caminho.
l Confesso, que eu próprio vivi este tipo de fantasia em períodos alternados durante uma parte da minha existência. Com o merecido respeito, quando vejo grandes figuras da Astrologia e de várias linhas espiritualistas anunciarem alguma data em que uma rara configuração nos céus está para acontecer, como um sinal de que chegou o momento para outros rumos no percurso evolutivo da história da humanidade, vejo também muitas pessoas tremerem de excitação e, alguns, dizem, experimentam estados de “êxtase” pela “iluminação” que poderá “descer” sobre eles mercê do sinal Divino.
l Poderão proferir frases como estas: “Chegou o grande momento!” – “Eis que é agora que algo em nós irá mudar!” – “etc.”. Sem sarcasmos, estou consciente que há momentos especialíssimos na história de vida do nosso planeta. Porém, os sinais cósmicos aparecem tal como desaparecem e a humanidade lá continua o seu percurso, fazendo uso das possibilidades que estão ao seu alcance na fase evolutiva em que se encontra, e nada mais. Um forte exemplo disso, que continua bem vivo na nossa cultura, deu-se há cerca de dois mil anos quando os Reis Magos seguiram a estrela anunciadora do nascimento do Cristo Salvador.
l Porém, o Sinal apenas lhes mostrou o símbolo da possibilidade do nascimento de um novo estado de consciência na humanidade. Isto é, e para os que conhecem o conceito das Eras, marcou a passagem da Era de Carneiro para a Era de Peixes. Como o previsto através das cadências cíclicas que marcam o compasso do Universo, simplesmente anunciou a oportunidade. No entanto, e apesar da inspiração (in spiritum) da nova influência, o ser humano não pode repentinamente e com um simples “estalar de dedo” deixar de lidar com os sulcos mentais resultantes de suas experiências vividas até àquele momento, e que continuariam a condicionar-lhes a compreenção e, por consequência, a linha de comportamento.
l Tinha-se instalado em alguns o desejo de mudar, mas havia ainda um longo percurso a percorrer até algo se apresentar visível. É verdade que o surgimento de alguma configuração cósmica especial marca o fim de um período anunciando e, assim, o começo de um novo. Mas, isso não livra ninguém do esforço de tentar “apanhar a onda”. Existiram, e existirão sempre, épocas em que a aura planetária “sofrerá” alterações no tipo de energia que a compõe, influenciada pela manifestação do Raio Cósmico correspondente ao ciclo que está a viver.
l E, apesar de tão magníficos sinais, a maioria dos que fazem parte da grande massa humana é lenta na aprendizagem aos níveis mais profundos. Em meu modo de entender a vida, e após já largo tempo de a experimentar, cheguei à conclusão, e é apenas a minha conclusão, que podemos receber fantásticos sinais cósmicos pela via directa pessoal ou pela via colectiva, através das grandes configurações nos céus. Contudo, se nesse dado momento, os canais da própria intuição e receptividade à vida estiverem “entupidos” ou demasiado “distraídos”, esperando por alguma coisa fantástica que cause sensação, ainda que seja de cariz cósmico, corremos sérios riscos de confusão emocional e perdemo-nos em êxtases de grupo sem um propósito pessoal definido.
l Estou consciente que as grandes correntes psíquicas colectivas organizadas, como resposta seja a que tipo de sinal cósmico for, são um excelente trabalho como via de purificação da aura terrestre, de modo a ajudar-nos a progredir. Mas, só por si, essas correntes esfumam-se pela falta de permanência da energia, uma vez que são apenas alimentadas periodicamente. Enquanto que um trabalho pessoal constante, executado com determinação e perserverança, canalizado conscientemente para o refinamento da personalidade, para além de ir assumindo um carácter permanente na pessoa, acaba inevitavelmente por ter impacto na melhoria da saúde psíquica do colectivo e, portanto, do planeta que habitamos e, quem sabe, dos “arredores”, se o trabalho for suficientemente forte.
l É tudo uma questão de alimento para continuidade da sobrevivência, como qualquer estrutura necessita. Seja ela física, astral ou mental. Retire-se a energia (alimento) a um pensamento, isto é, a atenção conscientemente dirigida, e o pensamento desaparece. Ou seja, morre. Assim, torna-se necessário “alimentar” (canalizar a atenção para) a mente de forma constante em pensamentos e acções com propósitos elevados em cada dia, de modo a refinar o nível do estado de consciência, que fará com que progressivamente se enriqueça ou, caso contrário, se turve e embruteça.
l A consciência amplia-se, primeiro, pela vivência de uma experiência. Depois, pela assimilação dessa mesma experiência. E assim sucessivamente, através de múltiplas experiências. Porém, o impacto gerado em alguma fase poderá esbarrar com a dificuldade de assimilação de alguma experiência, e o processo fica automaticamente entorpecido e ratardado, naquela área de vida a que respeita a experiência. Tudo depende de como se encontra o “aparelho digestivo físico, emocional ou mental”. Existem experiências que podem provocar uma tal indigestão, que acaba por tornar-se difícil assimilar o que seria desejável para um bom aproveitamento.
l Para que a condição possa alterar-se, o facto só se torna possível com a tomada de atitudes conscientemente assentes na prática do exercício da vontade para a mudança. Contudo, é um esforço pessoal cuja responsabilidade não pode, nem deve, ser transferida para o colectivo. Em meu entender, para que o nível de consciência de uma sociedade mude de facto, primeiro deve surgir a vontade de mudar no indivíduo, com a noção da responsabilidade que lhe cabe nesse processo enquanto parte dessa sociedade. A nova estrutura vai emergindo gradualmente. Isto é, de indivíduo para indivíduo. Isto é ainda, de pais para filhos, em termos de relacionamento e educação com os respectivos valores, passados de geração para geração e consoante a tónica da época.
l Todos os que projectam para a sociedade a que pertencem a responsabilidade de ser “ela” a mudar em termos de leis e directrizes, estão a fugir do seu próprio percurso. Porque essas leis e directrizes, nada mais são do que um produto de seres originários dessa mesma sociedade. E todos os que esperam passivamente por algum tipo de “milagre” caído dos céus, que possa mudar alguma coisa em termos mais profundos, e usando uma frase popular – “Bem podem esperar sentados”. É um facto que as grandes configurações cósmicas indicam que é tempo de mudanças.
l Mas, não informam acerca do estado em que se encontra a frequência vibratória do “pulso” daqueles que estão a receber o sinal. Isto é, do nível da qualidade de trabalho feito sobre o estado de consciência até ao momento. Apenas indicam que chegou o tempo para algo cuja tónica deverá ser diferente. Porém, com que qualidade iremos nós responder ao “chamamento”? Pessoalmente, e empregando uma linguagem astrológica como pesquisador na linha Humanista, fortemente vinculada na procura de entendimento sobre o comportamento humano, sou pela iniciativa pessoal associada ao trabalho sistemático e sou, por isso, bastante céptico acerca de “estados de graça” caídos dos céus aos trambulhões e gratuitamente.
l Os velhos ditados populares continuam a transbordar em sentido: “Fia-te na Virgem e não corras, então verás o caminho que tomas!” Isto é, as questões relacionadas com a fé podem apresentar-se pertinentes. Mas, a fé colectiva, carente de um signicado pessoal bem dirigido, transporta em si o perigo da castração do exercício do livre arbítrio e, por isso, perda de individualidade. Negar isto, é o mesmo que negar as linhas de conduta que presidem à tónica da chamada Nova Era de Aquário, a qual ainda estamos atravessando as dificuldades de transição.
l Aqueles que pretendem trilhar pelos caminhos que incluem o desenvolvimento da consciência espiritual, em meu entender, não poderão escapar da aprendizagem de um “encontro profundo a sós” consigo mesmos em primeiro lugar. E, esse encontro, poderá ser feito de uma forma mais ou menos pacífica. Depende de cada um. Só então será possível partilhar a “viagem” com os seus semelhantes em atitudes que poderão desenrolar-se muito mais produtivas. O equilíbrio nos relacionamentos dentro de uma sociedade, de um grupo ou simplesmente a dois, só pode surgir de um razoável relacionamento que cada um saiba estabelecer com as várias facetas da sua personalidade.
l Nessa atitude, a pessoa desenvolverá uma percepção que lhe permitirá melhores e mais rápidos avanços. Tudo o que possa perturbar este propósito, não passam de subterfúgios que os seres humanos inventam para escapar ao inevitável confronto com o próprio ser, que terá de dar-se tarde ou cedo, nesta ou numa vida posterior. Isto, claro está, se considerarmos e aceitarmos a questão da reencarnação. No entanto, a qualidade do restante percurso irá depender do que resultar da auto-confrontação, não obstante as grandes configurações cósmicas. “A Luz nos conduz”, é uma verdade. Mas isso só será válido para os que conseguem percepcionar o Seu significado, “vendo” para além do observável.
Narciso Saramago, 07 de Novembro de 2003
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Apresentação e curriculum A sua vida através dos ciclos de 7 anos Secção de artigos vários
1) "Quem comanda o percurso? O cavalo ou o cavaleiro?"
É claro que aqui o cavalo significa a condição inferior e o cavaleiro os propósitos do Ser Superior em nós.
2) "Semeia um pensamento e colherás uma acção, semeia uma acção e colherás um hábito, semeia um hábito e colherás um carácter, semeia um carácter e colherás um destino".
(Um sinal de “mudança” para a humanidade)
Ou será a humanidade a servir os propósitos do Universo como seu produto?”