Os grandes ciclos lunares






Os nossos mecanismos institivos em mutação (o passado)





    l “EU te darei um dia por cada ano”. Nesta frase da Bíblia está contido o profundo significado da possibilidade atribuida ao ser humano de progredir em sua escalada evolutiva, tendo como principal tarefa a aquisição do absoluto domínio sobre a sua natureza inferior. Com esta tarefa e dentro de certas limitações, ele, ser humano, tem a possibilidade de experimentar os caminhos da vida exercendo a sua capacidade de livre arbítrio. E essa natureza inferior ou veículo físico, nada mais representa senão a nossa condição básica necessária para que a entidade espiritual disponha de uma morada e possa, assim, expressar-se no plano da matéria.

    l Para que o corpo, veículo físico ou como também é chamado em linguagem esotérica - “O Templo do Espírito” possa manter a capacidade de permanecer em razoável condição de funcionamento durante o período de estadia neste planeta, desenvolveu-se um automatismo de preservação a que vulgarmente chamamos “instinto de sobrevivência”. Mas, ao conquistar essa condição, “ganhou” também o apego a uma pequena realidade relativa ao plano físico que lhe dificulta a percepção de uma realidade maior. É um paradoxo. Por um lado, a Entidade Espiritual manifesta-se pela descida à matéria através de um veículo físico. Por outro, e uma vez nessa condição, terá que dominar sabiamente o veículo de modo a que não haja demasiada perda em gastos supérfulos de energia, o que raramente acontece, e possa então retornar à “Sua Origem” com algum progresso feito.

    l Neste sentido, o ser humano trava uma constante luta interna que expressa bem as forças contrárias que operam através dele, e que o forçam a tentar estabelecer quem assume o comando das operações - se a sua Natureza Superiror ou a inferior. Este é o aspecto da dualidade que se manifesta com os seus opostos acompanhando qualquer aspecto da vida. A Unidade (1) cria uma dinâmica dividindo-se em dois (2), procurando em seguida um terceiro factor (3) para resolver a divisão, voltando a encontrar nova dinâmica no quatro (4), o número da matéria. Neste propósito, e sendo o veículo ou corpo físico uma substância que adquirimos através da mãe terrena, ele, corpo físico, com toda a sua fragilidade cheia de perfeições e imperfeições, acaba por estar sujeito às infinitas variações ciclícas simbolizadas na mitologia pelas divindades lunares que nos mostram como se regula a substância material.

    l A própria palavra substância quando analizada etimologicamente já encerra o significado relativo a algo que subjáz ou está por baixo. Desta forma, a presença da Lua no horóscopo individual como símbolo ligado a toda a panóplia de divindades, representa um poderoso referencial no qual o ser humano pode ler seu próprio desenvolvimento em termos de amadurecimento interior e modo como se relaciona consigo mesmo e o mundo exterior. Isto é, o que está em causa é o tipo de progresso conseguido no trato que estabelecemos com a substância, o corpo físico, o modo como o aceitamos ou rejeitamos consciente ou inconscientemente, e as variações emocionais que tudo isso provoca e que irão reflectir-se, inevitavelmente, na qualidade do que conseguimos extraír do meio ambiente como experiência.

    l Neste processo, ficamos sujeitos a todo o tipo de equilíbrios e desequilíbrios físicos e emocionais trazidos para esta vida, ou adquiridos e desenvolvidos durante a sua decorrência. Sobre este assunto, o astrólogo americano Danne Rudhiar deixou-nos um excelente trabalho a que chamou “Ciclo de Lunação Progredida”.……(MAIS TEXTO EM PREPARAÇÃO)...…







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